quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Correio Coruja do mês de Julho


Tudo bem com vocês? No post de hoje irei mostrar o Correio Coruja do mês de Julho. Esse mês eu comprei apenas um livro, e ganhei outro. Estou tentando diminuir a quantidade de livros não lidos na minha estante, pois isso é uma coisa que tem me incomodado.

Pretendo ler Frankenstein com os meus alunos do 8º Ano, para isso comprei essa edição lindíssima da editora Zahar.



A obra é muito curta, e é considerada a primeira obra de ficção cientifica, e surgiu a partir de um desafio: em 1816, com 19 anos, Mary Shelley, e seu futuro marido, Percy Bysshe Shelley, foram passar o verão a beira do Lago Léman, onde também se encontrava o amigo e escritor Lord Byron e o também escritor John Polidori. Lord Byron propôs que os quatro escrevessem, cada um, uma história de terror. Mary ganhou o desafio, e mais tarde transformou o conto em livro. A versão da gênese da história está narrada no prefácio à terceira edição de seu romance.
O romance relata a história de Victor Frankenstein, que ao contrário do que muitos pensam é um estudante de ciências naturais e não a criatura por ele criada, que se quer tem um nome, sendo chamado ao longo do romance de criatura, monstro, demônio, etc...
A história é narrada através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para sua irmã. Walton resgata Victor em pleno Pólo Norte, ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas a irmã. Ou seja, a criatura conta sua história a Victor, que conta ao capitão, que por sua conta a sua irmã... Esse fato tira um pouco o crédito da narrativa, pois até que ponto Victor estaria sendo sincero??? Ou qualquer um dos “narradores”???
Mary não criou apenas uma simples história de terror, há várias alusões religiosas no que tange a relação entre criador e criatura. Mary demostrou também sua preocupação com o grande avanço tecnológico vivido na época, com o inicio da Revolução Industrial – até onde podemos ir, em nome do desenvolvimento? A diferença entre o certo e o errado, o ético e o não ético é uma linha muito tênue, muito difícil de estabelecer, tanto é que o tema “aborto” continua a gerar polêmica e discussões.
Temas como amizade, família, amor também são abordados. Assim como o preconceito, ingratidão e injustiça também estão presentes, trazendo a discussão sobre: o homem é mal, ou a sociedade o torna mal??? A criatura é sempre injustiçada, por ser repelida devido a sua aparência, mesmo tendo boas ações, ela é agredida antes de ter uma chance de se defender. Já post sobre a obra aqui no blog: link.

E ganhei de uma vizinha essa edição de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada.



Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, ou seja, a história não foi totalmente escrita pela J. K., e não é estruturado na forma de romance como os outros sete livros da série, mas em forma de peça de teatro e se passa exatamente a partir do epílogo de Relíquias da Morte.
Alvo sempre sentiu o peso de ser um Potter, e nunca gostou dessa situação, dessa “exigência” por parte das pessoas para que ele fosse bom em tudo, já que ele é filho do famoso Harry Potter. E para imensa surpresa de todos, na cerimônia de seleção dos alunos para as casas, eis que Alvo é colocado na Sonserina, sim, um Potter na Sonserina, e para piorar, ele não se sai muito bem nas aulas.
Assim como na série de Harry Potter, a amizade é um tema muito presente, mas desta vez, não um trio, mas uma dupla. Em sua primeira viagem no Expresso de Hogwarts, Alvo conhece Escorpio, filho do Draco, com a Astoria, que é uma pessoa FANTÁSTICA.
Mas ao contrário de suas expectativas, Hogwarts não foi um lugar muito divertido para os dois: Alvo apontado e criticado por não ser parecido com o pai. Escopio sofre pelos boatos que se espalham, que Voldemort teria tido um filho, e que essa criança seria Escorpio. E ambos se apoiam se ajudam.
Alvo me lembrou MUITO, MUITO, MUITO mesmo, o Harry no seu quinto ano em Hogwarts, rebelde, impulsivo, o que parece não ter mudado muito, e acaba tornando a relação entre pai e filho muito conturbada. Já post sobre a obra aqui no blog: link.
Como já tenho uma edição, ficarei com a edição que ganhei e trocarei a minha no sebo.

Então foram esses livros que chegaram para mim esse mês. Espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

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