segunda-feira, 18 de junho de 2018

Viajei com: Os últimos casos de Sherlock Holmes - Sir Arthur Conan Doyle



Tudo bem com vocês??? No post de hoje irei comentar Os Últimos Casos de Sherlock Holmes. Sherlock é muito amor. Esse livro é composto por 8 contos. E vou comentar um pouquinho sobre cada um deles. O livro conta com um prefácio, escrito pelo Watson, contando que na época da publicação Sherlock estaria aposentado, sofrendo de reumatismo, e se dedicando a apicultura.



O caso da Vila Glicínia: Um homem que é convidado por um recém-conhecido a passar uma noite em sua propriedade, até aí beleza, mas quando se vê sozinho na casa, ele decide procurar Sherlock para tentar descobrir o que está acontecendo.

O caso da caixa de papelão: quando uma pacata senhora recebe um par de orelhas numa caixa de papelão, Sherlock entra na jogada. Apesar de simples é um caso bem sinistro.

O caso do círculo vermelho: donzela indefesa, sociedade secreta, ação e um suspense bem envolvente.

O caso dos planos do Bruce-Partington: quando parte de planos muito importantes para a defesa do país são com um cadáver, Mycroft, irmão de Sherlock, coloca seu irmão no caso.

O caso do detetive agonizante: foi um dos que achei mais interessante desta coletânea. Watson encontra Sherlock agonizando e o último pedido do amigo é a ajuda de um especialista em doenças tropicais.

O caso do desaparecimento de lady Frances Carfax: Sherlock investiga o desaparecimento de lady Frances. Conto super envolvente e acho que nunca torci tanto para Sherlock conclui seu caso com êxito.

O caso do pé do diabo: enquanto tenta descansar no campo, Sherlock se envolve num caso extraordinário. Quando jovens saudáveis acabam mortos ou insanos. Creio que seja meu preferido nessa coletânea.

Seu último caso – Um epílogo de Sherlock Holmes: é interessante que no início não vemos temos a presença de Holmes e nem de Watson, mas sabemos que ele de alguma forma estão envolvidos. É super interessante o fato de que temos os rumores da I Guerra Mundial como pano de fundo da narrativa.

Então é isso, fica imensamente recomendado, afinal de contas, Sherlock é sempre uma excelente pedida. Espero que vocês tenham gostado, beijos e até a próxima.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Viajei com: Meio Sol Amarelo - Chimamanda Ngozi Adichie



Tudo bem com vocês??? Espero quem sim. Antes de comentar sobre o livro de hoje, responda rápido: quantos livros você já leu sobre a II Guerra Mundial?? Eu li nove e tenho dois na lista de próximas leituras. E quantos sobre Biafra??? Bem esse foi meu primeiro e devo confessar que não me lembro de ter ouvido falar sobre essa guerra.
No post de hoje irei comentar um pouco sobre o livro Meio Sol Amarelo da incrível escritora Chimamanda Ngozi Adichie. Esse é o quarto livro que leio da autora e:



Estou amando cada vez mais a escrita dela. A autora, nigeriana da família Ibo, já publicou 6 livros: Hibisco Roxo (MARAVILHOSO e meu preferido até o momento), Meio Sol Amarelo, No Seu Pescoço, Americanah, Sejamos Todos Feministas e Para Educar Crianças Feministas. Quero MUITO ler No Seu Pescoço, que é uma coletânea de contos e Para Educar Crianças Feministas.
A autora aborda temas complexo e não tem dó de colocar o dedo na ferida e expor sua opinião. Em Hibisco Roxo ela aborda a violência doméstica, já em Meio Sol Amarelo o tema é a Guerra civil nigeriana, em Americanah a bola da vez é preconceito racial e cultural dentro e fora da Nigéria, em Sejamos Todos Feministas, como fica implícito pelo título, o feminismo é que está em pauta. E claro que a hipocrisia social não fica de fora em nenhuma dessas obras.
Mas chega de conversa em vamos a história do livro.

SINOPSE: Em meio à guerra fratricida que dividiu a Nigéria com a malograda tentativa de fundação do estado independente de Biafra, um grupo de pessoas busca provar a si mesmas e ao mundo que é capaz não só de sobreviver, mas também de resguardar seus sonhos e sua integridade moral.
Garoto de aldeia, Ugwu procura se ajustar a uma realidade em rápida transformação. Olanna é uma moça da alta sociedade que se torna professora universitária e vive com Odenigbo, que abraça a causa revolucionária. Jornalista com ambição de se tornar escritor, Richard se apaixona pela irmã de Olanna, Kainene, figura esquiva, que reage com pragmatismo ao desmoronamento da nação.
Baseado em fatos reais transcorridos na década de 1960, este romance da premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie vai além do mero relato, transformando- se em um grandioso painel sobre indivíduos vivendo em tempos de exceção, um livro que a crítica internacional aproxima de V. S. Naipaul, Chinua Achebe e Nadine Gordimer.


Se você está esperando um livro com batalhas, tiros, porradas e bombas, procure outro livro, o foco dessa obra não é o conflito em si, e sim como a população de Biafra enfrentou a guerra, como a guerra afetou a sociedade Ibo. É lógico que temos descrições de bombardeios, massacres (cenas bem gráficas por sinal), mas do ponto de vista de civis.
Além disso a autora não se atém aos aspectos culturais ou políticos que levaram a guerra, é claro que eles estão presentes no livro, mas o foco é em como a guerra afetou a população de Biafra (região que tentou se separar da Nigéria), que em sua bandeira tinha um meio sol amarelo, que inspirou o título do livro.



A história não é contada de forma cronológica, sendo narrada em 3º pessoa sobre três pontos de vista: Richard, um jornalista britânico, “namorido” de Kaenene, que se muda para a Nigéria para escrever um livro sobre a arte Igbo-Ukwu.




Olanna, nigeriana de família rica, professora universitária, irmã gêmea de Kaenene, e namora Odenigbo.




Ugwu, um garoto que morava em uma aldeia, que foi levado para a cidade para trabalhar para Odenigbo.




Além disso, há um livro sendo escrito dentro da obra, com o título bem sugestivo de “O Mundo estava calado quando nós morremos”. Afinal esse é um tema praticamente ignorado pela maioria das pessoas. Achei muito interessante a parte histórica, pois era totalmente leiga sobre a história da Nigéria, não que eu saiba muito agora, mas o livro me despertou o interesse em aprender um pouco sobre esse país.
Achei os personagens bem construídos e muito realistas, com suas qualidades e seus defeitos.
Devo alertar que há MUITAS cenas “hots” nessa história, o que em opinião torna o livro +18, e aproveito para confessar que as descrições dessas cenas me incomodaram MUITO pelo tipo de linguagem utilizada, sim sou fresca quanto a isso.
Esse foi o único livro da autora adaptado para o cinema, lançado em 2013, que claro teve muito enredo cortado, afinal o livro tem mais de 500 páginas, mas manteve a essência da obra. E gostei MUITO de na edição eles acrescentarem mapas que nos ajudam a nos localizarmos no espaço e trechos com imagens reais da guerra. Além disso, o filme é narrado de forma cronológica, ao contrário do livro. O filme recebeu classificação +16, mas uma classificação +18 seria mais adequada.



Esse não é meu livro preferido da autora, mas super recomendo a leitura. Então é isso, espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Viajei com: A casa das sete mulheres - Leticia Wierzchowski



Tudo bem com vocês??? No post de hoje irei comentar sob o livro A casa das sete mulheres de Leticia Wierzchowski. O livro é o primeiro de uma trilogia e quero MUITO ler os próximos livros, “Um Farol no Pampa” e “A Travessia”.



Sinopse (SKOOB): Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.


Só posso dizer que amei. Nessa obra Letícia decidiu nos contar os dez anos de revolução pelos olhar das mulheres da família de Bento Gonçalves: sua esposa Caetana, sua filha Perpétua, as irmãs Ana e Maria, e as sobrinhas Rosário, Mariana e Manuela, filhas de Maria.
O livro é dividido em dez partes, cada parte dedicada a um ano da revolução, e casa parte é dividida em capítulos que são alternados entre as narrativas em terceira pessoa e os diários de Manuela.
A linguagem pode incomodar algumas pessoas, já que a autora manteve a forma de linguagem usada na época, com termos antigos e regionalismo, o que dá considero um ponto positivo por dar mais veracidade à história.
Além disso, a narrativa da autora é muito envolvente, vívida e flui muito bem, nos permitindo imergir na história, e mesmo a obra não tendo como foco as batalhas e os aspectos políticos da revolução, o livro não é cansativo.
Durante a narrativa a autora mistura realidade e ficção; já que os diários de Manuela são invenções da autora, mas dá para perceber o cuidado que a autora teve com as pesquisas referentes às batalhas ocorridas durante a revolução e personagens históricos, como Garibaldi e Anita, Rossetti, Teixeira Nunes, Canabarro, Neto e o próprio Bento Gonçalves, bem como a próprias mulheres.
Um comentário que vi e ouvi muito a respeito da obra é o fato da autora não ter incluído em sua narrativa uma figura de mulher forte e a frente de seu tempo, e ter retratado o estereótipo de mulher do século 19. O que eu discordo, em primeiro lugar por se tratar de uma obra focada em uma história real e em segundo a autora não precisou criar personagens fortes, pois temos essas personagens de carne e osso, como Antônia que após ficar viúva muito nova, gerenciou sozinha e de forma competente todos os negócios da família, não julgou a sobrinha, Mariana, mas a acolheu e a perfilhou, junto com o marido e o filho. E o que disser de Ana Maria de Jesus Ribeiro? Não reconhece esse nome? Talvez você a conheça pelo apelido de Anita Garibaldi, dado pelo seu segundo marido Giuseppe Garibaldi. Creio que a garra dessas duas personagens serve de contraponto as demais personagens.
A obra foi adaptada na forma de minissérie com 53 capítulos em 2003 pela Rede Globo. Eu acompanhei a trama na época e no reprise de 2006. Apesar das inúmeras diferenças entre o livro e a minissérie, gostei muito de ambos e recomendo.
 Durante a narrativa a autora mistura realidade e ficção; já que os diários de Manuela são invenções da autora, mas dá para perceber o cuidado que a autora teve com as pesquisas referentes às batalhas ocorridas durante a revolução e personagens históricos, como Garibaldi e Anita, Rossetti, Teixeira Nunes, Canabarro, Neto e o próprio Bento Gonçalves, bem como a próprias mulheres.
Um comentário que vi e ouvi muito a respeito da obra é o fato da autora não ter incluído em sua narrativa uma figura de mulher forte e a frente de seu tempo, e ter retratado o estereótipo de mulher do século 19. O que eu discordo, em primeiro lugar por se tratar de uma obra focada em uma história real e em segundo a autora não precisou criar personagens fortes, pois temos essas personagens de carne e osso, como Antônia que após ficar viúva muito nova, gerenciou sozinha e de forma competente todos os negócios da família, não julgou a sobrinha, Mariana, mas a acolheu e a perfilhou, junto com o marido e o filho. E o que disser de Ana Maria de Jesus Ribeiro? Não reconhece esse nome? Talvez você a conheça pelo apelido de Anita Garibaldi, dado pelo seu segundo marido Giuseppe Garibaldi. Creio que a garra dessas duas personagens serve de contraponto as demais personagens.
A obra foi adaptada na forma de minissérie com 53 capítulos em 2003 pela Rede Globo. Eu acompanhei a trama na época e no reprise de 2006. Apesar das inúmeras diferenças entre o livro e a minissérie, gostei muito de ambos e recomendo.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.