quarta-feira, 22 de maio de 2019

TAG - Química Literária












1 – REAÇÃO IRREVERSÍVEL: Indique um livro que você não conseguiu parar de ler enquanto não terminou.

2 – REAÇÃO EXOTÉRMICA: Indique um livro bem, mas bem hot.

3 – CATALIZADOR: Escolha um livro que te deu a sensação de estar quase parando e precisava urgente de algo para acelerar a história.

4 – ELÉTRONS: Escolha um personagem que tinha uma carga negativa de dar dó.

5 – PRÓTONS: Escolha um personagem cuja “carga” era tão positiva que dava vida ao livro.

6 – CARÁTER ANTRÓFERO: Escolha um personagem cuja personalidade era, no mínimo bipolar.

7 – GASES PERFEITOS: Escolha um personagem que é perfeito e que poderia muito bem ser real (mas nunca será).

8 – ENTROPIA: Indique um livro que era uma verdadeira desordem (dos fatos, dos personagens ou de um modo geral; você escolhe).

9 – GASES NOBRES: Indique um livro que possui características distintas de tudo o que você já leu.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Viajei com: As Mil e Uma Noites - #13 (143 Melhores Livros)



Tudo bem com vocês???? No post de hoje iremos conversar um pouco sobre “As mil e uma noites”. Todos nós já ouvimos falar de Alladin e sua lâmpada mágica, de Ali Babá e os quarentas ladrões. Essas e outras tantas histórias estão presentes nessa coletânea conhecida como “As mil e uma noites”.



Esses contos estão tão presentes no nosso cotidiano e na cultura mundial que após a leitura conseguimos fazer a conexão entre eles e várias outras obras, sejam livros ou filmes, por exemplo, “O Nome da Rosa” do sensacional Umberto Eco, e a peça “A Megera Domada” de Shakespeare.
A autoria desses contos é desconhecida, isso se deve ao fato de que as histórias eram transmitidas oralmente, de geração em geração já há vários séculos antes de Cristo, sendo impossível estabelecer a autoria desses contos. A compilação deles na forma de livro também é desconhecida, acredita-se que a obra persa chamada Hezar Afsaneh (“Os Mil Contos”) seria a primeira compilação dessas histórias.
A narrativa como conhecemos hoje tem como fio condutor a história do sultão Shariar, que após ser traído pela esposa com um dos escravos, decide se vingar de todas as mulheres, tendo as como pessoas que não merecem confiança. Para isso ele decide se casar todos os dias com uma jovem, e após a noite de núpcias decide matar a jovem esposa.
Após algum tempo, na tentativa de acabar com o massacre das jovens do reino, Sherazade, filha do vizir do sultão, se oferece como esposa do soberano. Após a noite de núpcias, ela e a irmã mais nova põem o plano em prática – Duniazade pede que a irmã lhe conte uma história. Sherazade inicia a história, o sultão a princípio não dá muita importância ao que está sendo contado, mas logo se envolve com a narrativa, mas ela habilmente interrompe a história num ponto muito envolvente. O sultão querendo ouvir s conclusão da história permite que ela permaneça viva mais um dia, e assim se passam as mil e uma noites.
Essa coletânea apresenta uma grande variedade de contos, alguns contos bem parecidos entre si, com apenas alguns elementos diferentes; há contos engraçados, dramáticos, de mistério, de aventura; há contos curtos, contos longos, contos que se entrelaçam em outros, contos independentes; há contos sobre a realeza, sobre a camada mais pobre da população, com seres sobrenaturais, tem para todos os gostos.
Os contos são bastante interessantes e envolventes, com um cunho moralista, bem ao estilo das fábulas, mas vale ressaltar que muitos desses contos apresentam atitudes e comentários extremamente machistas, além de inúmeros personagens estereotipados, com muitos preconceitos difundidos, o que até certo ponto é compreensível, pelo período histórico da origem dessas narrativas, o que permite o levantamento de inúmeras discussões.
A estruturação dos contos acaba por dificultar a organização da leitura, além disso, o livro é bem extenso, eu li na edição da editora Nova Fronteira, que é dividida em dois volumes, com cerca de 500 páginas cada. Devido a isso demorei HORRORES para ler, comecei a leitura no final de Dezembro de 2018 e consegui concluir apenas no final de Abril, esse não é um livro para quem tem presa.
Nós temos diversas edições dessa obra, algumas são seleções dos contos, algumas com contos modificados (mais suavizados) ou adaptados para um público mais infantil; a edição da Nova Fronteira, que foi a edição que li, não trás a obra completa, e sim uma seleção de contos, descobri isso apenas depois que comprei o box (que por sinal está belíssimo). Atualmente a edição mais completa que temos é a da editora Globo, dividida em 4 volumes – com cerca de 1800 páginas, que é traduzida diretamente do árabe.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Viajei com: Correndo Descalço - Amy Harmon



Tudo bem com vocês??? No post de hoje iremos conversar sobre o livro “Correndo Descalça“ de Amy Harmon. “Running Barefoot” foi publicado primeiramente em 2012, chegando aqui no Brasil em 2018, com tradução de Debora Isidoro.



Sinopse: “Quando Josie Jensen, uma desajeitada menina prodígio da música, conhece Samuel Yates, um garoto confuso e revoltado descendente dos índios Navajos, uma amizade improvável floresce. Apesar de ser cinco anos mais nova, Josie ensina a Samuel sobre palavras, música, sonhos, e, com o tempo, eles formam um forte vínculo de amizade. Após se formar no colégio, Samuel abandona a cidadezinha onde vivem em busca de um futuro, deixando sua jovem amiga com o coração partido.
Muitos anos depois, quando Samuel retorna, percebe que Josie necessita exatamente das coisas que ela lhe oferecera na adolescência. É a vez de Samuel ensinar a Josie sobre a vida e o amor e guiá-la para que ela encontre seu rumo, sua felicidade.
Profundamente romântico, ‘Correndo Descalça’ é a história de uma garota do interior e um garoto indígena, sobre os laços que os ligam a suas casas e famílias e sobre o amor que lhes dá asas para voar.

A diferença de idade entre os protagonistas foi algo que me preocupou, e como a autora abordarem o envolvimento entre eles. Samuel com seus 18 anos, está concluindo o ensino médio, já Josie com apenas 13, o que poderia ser algo bastante embaraçoso e complicado, mas a autora prioriza o desenvolvimento da amizade e cumplicidade entre eles, o que eu achei muito sábio da parte da autora, que conseguiu criar uma história de amizade, companheirismo e respeito.
É extremamente interessante a forma que a autora aborda a questão cultural, em especial a cultura navajo e a participação dos índios navajos na 2º Guerra Mundial, fato esse que desconhecia. Tudo narrado de uma forma envolvente e empolgante. Sem mencionar o imenso amor que Josie tem pela musica, em especial a clássica. Fiz uma playlist com as músicas mencionadas ao longo da narrativa.
Mas nem tudo são flores: gostaria que o final fosse mais trabalhado, e a autora tivesse se estendido, achei muito corrido e um pouco abrupto o desenrolar da história, por isso “Beleza Perdida” foi meu preferido.
A editora Verus tem feito um trabalho bem bacana de editoração, criando uma identidade visual para as obras da autora, mas vamos combinar que essas capas são bem genéricas. A fonte usada é bem comum e confortável, bem como um bom espaçamento, há uma diferenciação na fonte nas cartas trocadas entre os personagens.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado, beijos e até a próxima.