sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Detalhes em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Tudo bem com vocês???  Esse é o terceiro post da série de post comentando sobre os detalhes que muitas vezes passam desapercebidos nos livros de Harry Potter, mas que se mostram muito importantes posteriormente, o que mostra a genialidade da J. K. Rowling, que já havia definidos os caminhos que a história tomaria.
Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban temos bastantes revelações e menos ganchos. Por exemplo temos a história do Salgueiro Lutador, que foi plantado na escola para proteger a Casa dos Gritos, onde o Lupin pode se transformar sem oferecer perigo a ninguém.




E temos também a revelação que Perebas na verdade é Pedro Pettigrew, o traidor dos Potter.



Temos a aparição de Sirius e de tia Guida, que são mencionados em Harry Potter e a Pedra Filosofal.





Temos a explicação dos animagos, e entendemos a cena da Minerva se transformando em gato em Harry Potter e a Pedra Filosofal.



Mas na parte final do livro temos dois comentário de Dumbledore que nos dá muito o que pensar:

— Por que tão infeliz, Harry? — perguntou em voz baixa. — Você deveria estar se sentindo muito orgulhoso depois do que fez à noite passada.

— Não fez nenhuma diferença — disse Harry com amargura. — Pettigrew conseguiu fugir.

— Não fez nenhuma diferença? — repetiu Dumbledore baixinho. — Fez toda a diferença do mundo, Harry. Você ajudou a desvendar a verdade. Salvou um homem inocente de um destino terrível.

Terrível. A palavra despertou uma lembrança na cabeça de Harry. Maior e mais terrível que nunca... A predição da Profª. Trelawney!

— Prof. Dumbledore, ontem, quando eu estava fazendo o exame de Adivinhação, a Profª. Trelawney ficou muito... Muito estranha.

— Verdade? — disse o diretor. — Hum... Mais estranha do que de costume, você quer dizer?

— É... A voz dela engrossou e os olhos giraram e ela falou... que o servo de Voldemort ia se juntar a ele antes da meia-noite... Disse que o servo ia ajudá-lo a voltar ao poder. — Harry ergueu os olhos para Dumbledore. — E então ela meio que voltou ao normal, mas não conseguiu se lembrar de nada que tinha falado. Era... Ela estava fazendo uma predição de verdade?

Dumbledore pareceu levemente impressionado.

— Sabe, Harry, acho que talvez estivesse — disse pensativo. — Quem teria imaginado? Isso eleva para duas o total de predições verdadeiras que ela já fez. Eu devia dar à professora um aumento de salário...

— Mas... — Harry olhou, perplexo, para o diretor. Como é que Dumbledore podia ouvir uma notícia dessas com tanta calma?

— Mas... Eu impedi Sirius e o Prof. Lupin de matarem Pettigrew! Assim vai ser minha culpa se Voldemort voltar!

— Não vai, não — disse Dumbledore em voz baixa. — A sua experiência com o Vira-Tempo não lhe ensinou nada, Harry? As conseqüências de nossos atos são sempre tão complexas, tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil... A Profª. Trelawney, abençoada seja, é a prova viva disso... Você teve um gesto muito nobre salvando a vida de Pettigrew...

— Mas se ele ajudar Voldemort a voltar ao poder...

— Pettigrew lhe deve a vida. Você mandou a Voldemort um emissário que está em dívida com você... Quando um bruxo salva a vida de outro, forma-se um certo vínculo entre os dois... E estarei muito enganado se Voldemort aceitar um servo em dívida com Harry Potter.

A genialidade de Dumbledore é incrível. Voldemort sabe que Pettigrew deve a vida a Potter, e que ele tem a tendência a mudar de lado, em suma, ele nunca confiou em Pettigrew, e a mão de prata que ele recebe é uma garantia de que a fidelidade de Pettigrew não vacilaria sem punição, pois em Harry Potter e as Relíquias da Morte, Pettigrew é sufocado até a morte pela mão de prata, por ter soltado Harry.

E temos a referência à profecia que é revelada em Harry Potter e a Ordem da Fênix. Então é isso, espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

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