sexta-feira, 5 de maio de 2017

Projeto de Leitura em Conjunto - O Conde de Monte Cristo #2


TUDO BEM COM VOCÊS???
O post de hoje é para comentarmos sobre a primeira semana do Projeto de Leitura Compartilhada de O Conde de Monte Cristo.

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Então, eu havia gravado o vídeo, mas na hora de editar meu cartão de memória bugou e pedir os vídeos. E foram quase 40 minutos de gravação, então sem chances de regravar.




Então para não atrasar resolvi fazer em post essa semana e tentarei fazer um vídeo semana que vem. Talvez eu consiga fazer atualização através de vídeos no Instagran. Essa semana lemos:



Simplesmente achei sensacional o prefácio escrito pelo próprio Dumas.

“Sempre houve uma grande preocupação em saber como meus livros eram escritos e, principalmente, quem os escrevia. Era tão simples acreditar que era eu que ninguém pensou nisso. Por exemplo, na Itália, a opinião geral é que foi o florentino Dante que escreveu O conde de Monte Cristo. Por que não acham que fui eu que escrevi A divina comédia? Nesse aspecto, tenho exatamente os mesmos direitos Direi então hoje o que esqueci de dizer em 1845, isto é, a maneira como se engendrou O conde de Monte Cristo”

Achei MUITO legal a versão de Dumas para a origem desse livro incrível. Em 1841, Dumas foi indicado como acompanhante de Jerome Bonaparte (irmão mais novo de Napoleão Bonaparte), durante sua estadia na Itália. Enquanto eles caçavam na ilha de Elba (onde Napoleão havia se exilado em 1814), um dos rapazes que estavam com eles mencionou a Ilha de Monte Cristo, e eles decidem visitar a Ilha no dia seguinte. Mas quando eles chegam na ilha são informados que caso desembarquem nela, terão de ficar 6 dias em quarentena no navio ao retornarem. Então decidem não atracarem, mas apenas contornarem a ilha. Quando indagado do motivo, Dumas responde: “Para batizar com o nome da ilha de Monte Cristo algum romance que escreverei mais tarde”.



Já na França, Dumas assina um contrato para escrever 8 volumes de Impressões de viagem em Paris. Mas seu editor pediu que ele escrevesse romances com essa temática.
Aproveitando um conto que já havia escrito, “O Diamante e a Vingança”, e com a colaboração de com Marquet, um dos seus principais colaboradores, Dumas nos presenteou com O Conde de Monte Cristo. E Dumas conclui o prefácio da seguinte forma:
E, agora, quem quiser que descubra outra fonte para O conde de Monte Cristo sem ser a que aqui aponto; mas aquele que descobrir, é muito esperto”.

DUMAS ERA UMA FIGURA.

A história começa em 1815, um período bem conturbado na França. Napoleão havia renunciado em 1813 e se exilado na ilha de Elba, onde permaneceu até 1815. Com sua queda, é feita uma tentativa de Restauração.
O objetivo dessa Restauração era a organização existente antes da Revolução Francesa, sendo dado aos Bourboun o direito de retornar ao trono francês. A monarquia, portanto, foi restaurada com Luís XVIII, herdeiro do trono, coroado rei.
É assim que começamos nossa história. O navio Pharaon atracando em Marselha sem seu capitão, que morreu durante a viagem, quem assumi seu posto é Edmond Dantès, um jovem marujo que serve como primeiro imediato no navio. O capitão, em seu leito de morte incube Dantès de levar uma encomenda a ilha de Elba, e entrega-la ao Grão-Marechal Bertrand, que recebe e lhe incumbe de levar uma carta a Paris e entrega-la a um tal de Noitier. Essa carta, esse raios de carta gera TODA a problemática desse livro.
Logo no primeiro capítulo já percebemos que Danglars, o contador do navio, tem muita, muita antipatia e inveja de Dantès, e não fica em nada feliz quando o Sr. Morrel, um dos donos do navio, propõe que Dantès seja o novo capitão do Pharaon, pois ele próprio almejava o cargo. Quando informado da intensão de Morrel logo procura criar intriga entre Morrel e Dantès.
Dantès logo após realizar todas as formalidades com relação ao desembarque vai visitar seu pai, que logo percebemos que uma pessoa muito orgulhosa que se deixa abalar e muito pela opinião das outras pessoas. Conhecemos também Caderousse, o vizinho do pai de Dantès, que é uma pessoa DESPREZÍVEL, que fica jogando indiretas a Dantès sobre a fidelidade de sua noiva, Mercedes.
Mercedes é uma jovem órfã catalã, que espera ansiosamente a volta de Dantès, enquanto aguenta as investida de seu primo, Fernand. Quando Dantès retorna e vai visita-la e pedi-la em casamento, ele e Fernand se estranham. Mas Mercedes consegue apaziguar os ânimos.
Quando Fernand está desistindo de se casar com Mercedes, Danglars o instiga a lutar por ela, e formulam um plano para que Dantès seja preso. Danglars havia escutado toda conversa de Dantès e o capitão, e imaginado qual comprometedora seria essa carta.
E ai entra em cena outro personagem muito importante nessa história: Villeford, substituto do procurador do rei. Enquanto comemora seu noivado, Villeford recebe uma denúncia anônima contra Dantès, acusando de ser bonapartista, o que na época era crime.
Ao averiguar a história e interrogar Dantès, Villefort se convence de sua inocência e o libera, mas antes de Edmond saia ele pergunta quem receberia a carta, e Villefort descobre que era seu próprio pai o destinatário da carta, para se proteger e para proteger o pai, ele decide prender Dantès no Castelo de If.
Ao averiguar a história e interrogar Dantès, Villefort se convence de sua inocência e o libera, mas antes de Edmond saia ele pergunta quem receberia a carta, e Villefort descobre que era seu próprio pai o destinatário da carta, para se proteger e para proteger o pai, ele decide prender Dantès no Castelo de If. Que fica na Ilha de If, próximo a Marselha.

Castelo de If
 
Mapa da França.

Localização do Castelo de If.


Enquanto Dantès é preso, Villefort corre para Paris para contar para o rei sobre a descoberta da conspiração e colher os louros de sua “descoberta”. O que ele consegue com muito êxito, podemos dizer. Uma coisa que observei é que Villefort está tentando manter boas relações com todos, tentado agradar “a gregos e a troianos”, o que sempre costuma dar ruim, muito ruim. Nessa viagem conhecemos o pai de Villefort, que é uma figura.
Mas logo após essa viagem, surge na França outro momento conturbado: o Governo dos Cem Dias (que durou de Março até Julho de 1815) quando Napoleão retorna ao poder pela segunda vez (que será abordado mais para frente).
É nesse ponto que encerramos nossa leitura dessa semana. Estou gostando MUITO da escrita do Dumas e da história. Estou encontrando MUITAS diferenças entre o livro e o filme, mas sobre isso conversaremos na ultima semana. Deixem nos comentários a opinião de vocês sobre a leitura. Beijos e até a próxima.

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