sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Adaptações Cinematográficas


SEXTA-FEIRA chegou, e hoje vou falar um pouquinho sobre adaptações literárias e minhas experiências com algumas adaptações.
Qual leitor, que ao descobrir que um livro que gostou muito será adaptado ou já tem uma adaptação para o cinema ou televisão, não fica ansioso para ver determinada cena, ou algum detalhe??? Pois é, creio que todos os leitores já passaram por isso.
Beleza... Então chega o momento de assistir ao filme (ou série), e vai chegando perto da tão aguardada cena, é a qualquer momento e...



É isso mesmo, ela foi CORTADA ou totalmente ALTERADA. COMO ASSIM??????????



QUE LEGAL! OK, entendemos o significado da palavra “adaptação”, mas isso não evita a decepção, e em alguns casos alteram tanto a história que é um milagre o nome da adaptação permanecer igual ao da obra original.
Pode parecer estranho, mas costumo assistir primeiro a adaptação e depois ler o livro. Por que assim o melhor fica para o final, e não fico com expectativas em determinadas cenas. O maior problema disso são os “spoiler” no filme, mas como não ligo para spoiler, fico mais satisfeita vendo o filme primeiro.
Foi o que aconteceu com Harry Potter, conheci a série através do primeiro filme, e continuei seguindo a série através dos filmes até A Ordem da Fênix (pois não tinha dinheiro para comprar os livros, não encontrava ninguém para me emprestar e nem tinha como ler na versão digital). Até encontrar uma alma bondosa (Ana Flávia Mesquita Alencar – BJS), para me emprestar O Enigma do Príncipe (que foi o primeiro que eu li).
E em O Enigma do Príncipe temos uma cena que eu pessoalmente queria muito ver (e sei que muitos outros fã também), que ocorre quando Harry é impedido de jogar e de assistir ao jogo, devido a uma detenção com Snape, e Gina joga em seu lugar. Após a detenção ele saiu desesperado para saber o resultado do jogo. Segue o trecho de quando ele entra no Salão Comunal:

– Vencemos! – berrou Ron, pulando à sua frente, sacudindo a taça de prata. – Vencemos! Quatrocentos e cinqüenta a cento e quarenta! Vencemos!
Harry olhou para os lados; lá estava Gina correndo ao seu encontro; ela tinha uma expressão dura e intensa no rosto ao atirar os braços ao seu pescoço. E, sem pensar, sem planejar, sem se preocupar com o fato de que cinqüenta pessoas estavam olhando, Harry a beijou.
Decorridos longos minutos, ou talvez tenha sido meia hora, ou possivelmente vários dias ensolarados, eles se separaram. A sala ficara muito silenciosa. Várias pessoas assoviaram e houve uma erupção de risadinhas nervosas. Harry olhou pra cima da cabeça de Gina e viu Dino Thomas segurando um copo esmagado na mão, e Romilda Vane com cara de quem queria atirar alguma coisa neles. Hermione sorria exultante, mas o olhar de Harry procurou Rony. Encontrou-o finalmente, ainda segurando a taça com a expressão de quem levara uma bordoada na cabeça. Por uma fração de segundo eles se olharam, então Rony fez um discreto aceno com a cabeça que Harry entendeu como “Bem, se não tem mais jeito”.
A criatura em seu peito rugiu triunfante, Harry sorriu para Gina e fez um gesto mudo indicando a saída do buraco do retrato. Um longo passeio pelos jardins parecia mais indicado, durante o qual, se tivessem tempo, poderiam discutir o jogo.

Queria MUITO ver essa cena.
Dando sequência das decepções nas adaptações, temos uma cena em As Relíquias da Morte, onde Lupin se oferece para acompanhar Harry, deixando Tonks grávida, por ter medo de seu filho nascer com lincantropia (ser lobisomen, assim como ele), mas Harry passa o sermão em Lupin e os dois brigam, segue o trecho:

– A minha espécie normalmente não procria! Ele será como eu, estou convencido. Como poderei me perdoar, quando conscientemente corri o risco de transferir a minha deficiência a uma criança inocente? E se, por milagre, ela não for como eu, então estará melhor, mil vezes melhor sem um pai do qual sempre se envergonhará!
– Remo! – sussurrou Hermione, os olhos marejados de lágrimas. – Não diga isso, como uma criança poderia ter vergonha de você?
– Ah, não sei, Hermione – disse Harry. – Eu teria muita vergonha dele.
Ele não sabia de onde vinha sua raiva, mas o sentimento o fizera se levantar também. A expressão de Lupin era a de quem tinha sido esbofeteado por Harry.
– Se o novo regime acha que os que nasceram trouxas são criminosos, que fará com um mestiço de lobisomem cujo pai pertence à Ordem? Meu pai morreu tentando proteger a mim e a minha mãe, e você acha que ele lhe diria para abandonar seu filho e nos acompanhar em uma aventura?
– Como… como se atreve? – disse Lupin. – Não se trata de um desejo de… correr riscos ou obter glória pessoal… como se atreve a insinuar uma…
– Acho que você está sendo audacioso – disse Harry. – Querendo ocupar o lugar de Sirius…
– Harry, não! – suplicou Hermione, mas ele continuou a encarar o rosto lívido de Lupin.
– Eu nunca teria acreditado – continuou Harry. – O homem que me ensinou a combater dementadores… um covarde.
Lupin sacou a varinha tão rápido que Harry mal teve tempo de apanhar a própria; seguiu-se um forte estampido e ele sentiu arremessado para trás como se tivesse levado um murro; ao bater contra a parede da cozinha e escorregar para o chão, viu a ponta da capa de Lupin desaparecer pela porta.

O David Thewlis (que interpretou o Lupin) é fantástico, foi o Lupin perfeito. Essa cena... Essa cena ficaria incrível, mas...
Outro livro que me deixou ansiosa para ver uma cena e na hora H “fiquei a ver navios” foi O Código Da Vinci – Dan Brown. A cena em questão retrata o Departamento de Teologia e Estudos Religiosos do King's College, “fundado por Jorge IV, em 1829, tem o seu Departamento de Teologia e Estudos Religiosos num terreno doado pela coroa, contíguo ao Parlamento. O Departamento de Religião do King’s College orgulha-se não só dos seus cento e cinquenta anos de experiência nas áreas do ensino e da pesquisa, mas também da criação, em 1982, do Instituto de Pesquisa de Teologia Sistemática, dotado de uma das mais completas e electronicamente avançadas bibliotecas de pesquisa religiosa do mundo”. E no filme, Robert e Sophie fazem a pesquisa em palmtop dentro do ônibus a caminho do Departamento (ou seja, só assanharam e nada de mostrar a tal biblioteca).
Vou ficar apenas nessas três cenas... Mas na expectativas por A Esperança – parte 1 e parte 2 ( novembro de 2014 e novembro de 2015) e Cadeira de Prata (só Deus sabe).
Bom, esse foi o post de hoje, espero que tenham gostado. Peço que quem gostou ajude a divulgar o blog. E quero ver os comentários de vocês: Quais cenas desejaram ver e quando chegou na hora, CADÊ??? BJS e até Segunda.

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