sexta-feira, 2 de junho de 2017

Projeto de Leitura em Conjunto - O Conde de Monte Cristo #6


Tudo bem com vocês??? No post de hoje irei comentar sobre a 5º semana do Projeto de Leitura Compartilhada do livro O Conde de Monte Cristo.
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Finalmente o Conde de Monte Cristo chega a casa de Albert que o apresenta aos seus amigos, que acabam se impressionando muito com a figura do conde. Entre os amigos de Albert se encontrava Maximilien Morrel, filho do sr. Morrel, ex-empregador de Edmond Dantès. Conversando com Maxilien, Dantès descobre que a filha de sr. Morrel se casou com Emmanuel, sendo ambos muito feliz.
Quando seus amigos vão embora, Albert leva o conde para apresentar seu pai e a sua mãe, Fernand e Mercedes. O que exigiu certo auto controle do Dantès. Em momento algum é mencionado o nome de Fernand, sendo sempre se referido a ele como sr. de Morcerf, mas como nós é dito que Fernand e Mercedes se casam, entendemos que se trata de Fernand.
Então temos um dos capitulo mais UOUUUUU dessa semana. Dantès pede para seu empregado, Ali, comprar uma determinada casa. E quando ele chama seu intendente, sr. Bertuccio para acompanha-lo, há muita excitação por parte de Bertuccio, e fiquei sem entender, até que temos uma explicação bem chocante.
Bertuccio vê seu irmão, que era bonapartista, ser assassinado, e quando procura Villefort para apresentar queixa, é enxotado por ele. Bertuccio se sente extremamente ofendido e injustiçado e promete vingança.
Após algum tempo sondando Villefort, Bertuccio encontra sua oportunidade, e quando Villefort está enterrando o filho que teve com sua amante, que não estava respirando, Bertuccio esfaqueia Villefort (o julgando morto) e leva a criança consigo. Quando estava longe ele consegue trazer a criança de novo a vida. E acaba criando a criança junto com sua cunhada.
A criança cresce e só torna uma pessoa desprezível e acaba matando sua mãe adotiva, junto com alguns “amigos” e fugindo depois disso. Bertuccio, em quanto procura abrigo na estalagem de Caderousse, presencia a venda do diamante que Dantès deu a Caderousse e sua esposa. Devida a forte chuva, o joalheiro passa a noite na estalagem. Caderousse acaba matando sua esposa e o joalheiro e foge com o dinheiro e com o diamante. A policia no encalço de Bertuccio (que era contrabandista) o encontra coberto de sangue e com os dois cadáveres, sendo acusado do crime.
Como havia escutado Caderousse mencionado um padre (que na verdade é Edmond), ele pede a policia que procure esse padre. Quando Dantès fica sabendo vai à prisão e ouve de Bertuccio tudo o que aconteceu. Dantès o contrata como intendente. E já dá para perceber que Edmond pretende usar esse fato contra Villefort.
Edmond está muito cruel, cínico e calculista. Percebemos isso durante a conversa que ele tem com Danglars e posteriormente com Villefort – simplesmente sensacional. Dantès procura Danglars para fazer negociação com seu banco, com intuito de mostrar o qual rico ele é.
Nenhuma atitude de Dantès é em vão, todas as ações do personagem são voltadas para sua vingança. Villefort visita o conde para agradece-lo por ter salvo sua mulher e seu filho de um acidente. A conversa que eles têm é muito incrível:

"– O que significa – disse Villefort com hesitação – que, sendo a natureza humana fraca, todo homem, de acordo com o senhor, cometeu... erros?

– Erros... ou crimes – respondeu displicentemente Monte Cristo.

– E que apenas o senhor, dentre os homens, os quais não reconhece como irmãos, foram suas palavras – replicou Villefort, com a voz ligeiramente alterada – apenas o senhor é perfeito?

– Perfeito, não – respondeu o conde –, impenetrável, só isso. Mas, se a conversa o desagrada, paremos por aqui, cavalheiro; sou tão ameaçado pela sua justiça quanto o senhor pelo meu sexto sentido.

– Não, não, cavalheiro! – pediu Villefort com veemência, provavelmente temendo dar a impressão de que recuava. Não! Com sua conversa brilhante e, quase sublime, o senhor alçou-me acima dos parâmetros triviais; não estamos mais conversando, estamos mais conversando, estamos dissertando. Ora, sabe muito bem que as vezes os catedráticos de teologia da Sorbonne, ou os filósofos em sua querelas, desferem-se verdades cruéis; suponha que estamos fazendo teologia social e filosofia teológica, e eu lhe direi esta, por mais rude que seja: meu irmão, estás incorrendo no orgulho; estás acima dos outros, mas acima do senhor está Deus.

– Acima de todos, cavalheiro! – enfatizou Monte Cristo, com uma entonação tão profunda que Villefort foi percorrido por um calafrio involuntário. – Peco por orgulho em relação aos homens, serpentes sempre prontas a se erguerem contra quem as olha de cima sem esmaga-las com o pé. Mas deposito esse orgulho perante Deus, que me tirou do nada para fazer de mim que sou."

Descobrimos um pouco mais sobre a acompanhante grega do conde, e creio que ela terá importância para história. Após o desgaste provocado pela conversa com Danglars e Villefort, Edmond decide visitar Maximilien e sua irmã, que embora não sejam ricos, vivem uma vida pacata, tranquila e feliz. E todo auto controle do conde é posto a prova com essa visita que o emociona muito, pela gratidão que a família tem pelo inglês que os salvou da ruina e o pai do suicídio (sendo esse inglês o próprio Dantès).
É aqui que terminamos nossa leitura da semana. E nessa próxima semana leremos da Parte III, Capítulo 13 – Píramo e Tisbe até a Parte IV, Capítulo – Como livrar um jardineiro dos arganazes que comem seus pêssegos.
Espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

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