segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Viajei com: O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson


Tudo bem com vocês??? Hoje quero comentar com vocês sobre o livro O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson, que é uma novela gótica, com elementos de ficção cientifica e terror, sendo publicada originalmente em 1886 como Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde ou O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde.

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O livro é narrado em 3º pessoa, mas do ponto de vista do Dr. John Utterson, que investiga estranhas ocorrências entre seu velho amigo, Dr. Henry Jekyll, e o malvado Edward Hyde. Por se tratar de uma história curta, menos de 100 páginas, e bem conhecida não vou me aprofundar no enredo.
 A história trata da dualidade humana, em sua essência o livro aborda a eterna luta entre o bem e o mal que ocorre em nosso interior. O que me lembrou da frase do Sirius:



Essa edição da Peguim/Companhia trás um texto de apoio MUITO interessante, escrito por Robert Mighall, professor da Universidade de Wales, Ph.D. em ficção gótica. O texto de apoio me fez ver a história com outros olhos, entender as críticas a sociedade da época (e atual também).
O autor foi muito sagaz e habilidoso ao fazer tantas críticas à sociedade de aparências, ao sistema de proteção dessas aparências, onde o exterior precisa estar perfeito, assim como a casa do Dr. Jekyll, mas o interior pode muito bem ser como a casa de Hyde, tudo isso de forma sutil.
Robert faz um paralelo entre O Médico e o Monstro com O Ladrão de Cadáveres, do mesmo autor, publicado um ano antes. Sendo ambas escritas para o período de Natal, onde as histórias sobrenaturais e horripilantes tinham grande saída. Ele também fala sobre a influência que a obra teve sobre o livro O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde.
Stevenson inovou no estilo gótico e horror, pois ele trouxe o foco dos contos de horror para o próprio ser humano, antes colocado em algo externo. O que me lembrou muito de uma frase da Sara Sidle, da série CSI:
 
Interior de uma câmara de gás, utilizada na II Guerra Mundial, nos campos de concentração.


E isso serviu de inspiração para VÁRIAS histórias, episódios de séries e desenhos. E o interessante é que não me apeguei, não tive nenhuma empatia por nenhum personagem. Espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

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