segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Viajei com: Dom Casmurro - Machado de Assis

Olá, olá, olá... Tudo bem com vocês??? Espero que sim. Hoje quero compartilhar com você minhas impressões com a leitura de um grande clássico brasileiro: Dom Casmurro – Machado de Assis. O romance foi escrito em 1899 e publicado pela Livraria Garnier. Foi escrito para sair diretamente em livro, o que ocorreu em 1900, embora com data do ano anterior.


O livro é narrado em primeira pessoa por Bento Santiago, mais conhecido como Bentinho, que é um advogado solitário e bem-estabelecido pretende "atar as duas pontas da vida", ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro.
Bento nos conta suas experiências da infância, juventude e da vida adulta. Sua mãe, a viúva D. Glória, faz uma promessa: caso concebesse um novo filho (pois o primeiro morreu no parto) lhe enviaria para o seminário. Quando José Dias, que um agregado da família, conta a Tio Cosme e à D. Glória o namoro de Bentinho com Capitolina (a tão famosa Capitu), a vizinha pobre por que Bentinho era apaixonado.
Forçado a ir para o seminário, Bentinho acaba por conhecer seu melhor amigo, Ezequiel de Sousa Escobar, filho de um advogado de Curitiba. Após algumas negociações com a ajuda de José Dias, Bento consegue sair do seminário e estudar direito em São Paulo. Escobar torna-se comerciante bem sucedido e casa-se com Sancha, amiga de Capitu.
Mas nem tudo são folhes. Bentinho começa a desconfiar que seu melhor amigo e Capitu o traíam às escondidas.
O romance ocorre entre os anos de 1857 e 1875, embora o tempo do romance seja psicológico, a estrutura nos permite perceber algumas unidades: a infância de Bento em Matacavalos; a casa de Dona Glória e a família do Pádua, com os parentes e agregados; o conhecimento de Capitu; o seminário; a vida conjugal; a densificação do ciúme; os surtos psicóticos de ciúme, agressividade; a ruptura.
A dúvida sobre a traição de Capitu sempre pairou e gerou muitas discussões. Mas devemos lembrar que a obra é narrada em 1º pessoa, ou seja, o narrador nos diz o que lhe é conveniente. E Bentinho: nunca traiu sua esposa? Quem garante que não? E se essa cisma dele não é uma desculpa para disfarçar o próprio erro?
Levando isso em consideração esse fato Fernando Sabino fez uma adaptação da obra, mas agora narrada em 3° pessoa, deixando de fora todas as neuras de Bentinho. Dessa forma os pensamentos de Bentinho são retratos como sendo pensamentos, não fatos concretos, como dá a entender em Dom Casmurro.
Em minha humilde opinião creio que ela não o traiu. Desde pequeno ele demonstrava certo complexo de inferioridade em relação a Capitu e também demonstrava ter dúvidas sobre o amor que ela sentia por ele.
Temos que analisar ainda, que apenas ele via semelhança FÍSICA no filho com o Escobar. Os demais viam apenas o menino que imitava os que estavam ao seu redor: os gestos, a fala, etc. Tanto é que no final do livro, ele diz que se o José Dias visse o menino, diria que se parecia com o Bentinho.

Fica super recomendado esse livro incrível, super bem escrito. Espero que tenham gostado da dica.
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6 comentários:

  1. Esse livro é muitoooo bom!!!!! Porque o Machado de Assis deixa justamente vago se o filho é mesmo de Bentinho ou se a Capitu traiu com o falecido..

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    1. E dá margem a muita discussão... E fora que ele escreve muito bem. Estou lendo o livro de contos dele e amando.

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