segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Viajei com: O Presidente Negro - Monteiro Lobato

Olá... Olá... Olá...
Tudo bem com vocês??? Hoje quero compartilhar minhas impressões de leitura sobre o livro O Presidente Negro de Monteiro Lobato. Ele foi publicado originalmente em 1926 com o titulo de O Choque das Raças, tendo posteriormente o título alterado para O Presidente Negro. Esse é o único romance escrito por Monteiro Lobato.


A história se passa em 1926, e tem como narrador Ayrton, que é um empregado da empresa Sá, Pato & Cia., que possui o grande sonho de se tornar um rodante, ou seja, um motorista, ter o seu próprio carro. E após juntar economia ele consegue realizar seu sonho e se torna um rodante, ele acaba sofrendo um acidente automobilístico na região de Nova Friburgo, no atual estado do Rio de Janeiro. Após seu acidente ele é resgatado pelo recluso professor Benson, que o leva para sua residência.
No decorrer de sua convalescência, Ayrton conhece a bela e inteligentíssima filha do professor, Miss Jane. E acaba conhecendo o segredo do professor, sua grande invenção: o “porviroscópio”.
Em resumo, o “porviroscópio” é um instrumento que canaliza as “energias” e acontecimentos e dessa forma permite prever os acontecimentos futuros. E dessa forma, Ayrton é posto a par da disputa pela Casa Branca nos Estados Unidos da América do ano 2228.
Nessa eleição há uma divisão do eleitorado branco entre homens e mulheres, o motivo por trás da divisão do eleitorado branco em homens e mulheres não “desceu”, mesmo para uma ficção científica, ainda mais levando em consideração que ideias de Darwin e Mendel já eram divulgadas, embora de forma confusa. A divisão entre os brancos ocasiona a eleição do candidato negro, Jim Roy, no 88° presidente dos EUA. Essa eleição gerou um grande impasse, e os brancos (agora novamente unidos) elaboram uma “solução final” para o “problema negro”.
O que me chamou a atenção foi a analise que Monteiro fez do desenvolvimento da ciência: internet, alisamento capilar, etc... Mas quanto a analise social... para disser o mínimo, me lembra muito as ideias nazista defendidas anos depois por Adolf Hitler.
Embora a história seja escrita de forma incrível, a narrativa muito fluída e atrativa, o desenrolar da história e as ideias defendidas não me agradaram.
Fica a eterna discussão sobre o fato de ele ser racista ou não, que não consigo responder. Monteiro viveu durante a chamada “abolição” dos escravos, que apesar de livre não tinha meios de subsistência, e eram tidos como classe inferior, sendo esse o pensamento em voga na época, mas isso não justifica. Seria o mesmo de justificar Hitler com base no fato do pensamento eugênico ter se espalhado e ganhado terreno nesse período.

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