segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Viajei com: Fahrenheit 451 - Ray Bradbury PLM #7


Olá... Olá... Olá... Hoje quero compartilhar com você a minha mais recente e INCRÍVEL leitura. Imagine um mundo onde livros como esses que recheiam sua estante sejam proibidos, e o fato de tê-los em casa é crime, e se você for denunciado sua casa será queimada pelos bombeiros e no mínimo você será internado em um hospício. Bem esse é o universo apresentado no MARAVILHOSO Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, autor Estadunidenses, que representará o EUA no PLM.
  
Minha única bronca com esse livro é essa capa HORROROSA.
  
O livro foi publicado pela primeira vez em 1953. O conceito inicial do livro começou em 1947, com o conto Bright Phoenix, que só foi publicado em 1963. Escrito no inicio da Guerra Fria, a obra traz uma forte crítica ao que o autor considerava como uma crescente e disfuncional sociedade norte-americana.
O livro se passa em um futuro distópico, onde os livros são proibidos e ter opiniões próprias e pensamento crítico é totalmente mal visto. A história é contada em terceira pessoa pelo ponto do bombeiro Guy Montag.
Montag é um bombeio assim como seu pai e seu avô, e assim como eles, ele acredita que o que faz (queimar os livros e as casas) seja o correto a se fazer. Mas certa noite ao voltar para casa após o trabalho isso muda, pois ele conhece sua vizinha, Clarisse, uma jovem de 17, totalmente diferente do considerado normal para aquela soiedade, ela tem um espirito questionador e observador, além de um pensamento crítico que acaba influenciando Montag, e o leva a se questionar sobre sua vida, que a partir desse momento sofre uma guinada e Montag muda completamente.
No início do livro nós não temos nenhuma informação ou explicação de como esse mundo funciona, mas aos poucos através das conversas entre os personagens vamos descobrindo mais sobre esse mundo, e como eles chegaram nessa situação.
O processo educativo foi totalmente transformado para se adequar a essa nova realidade, então nessa sociedade as escolas são totalmente mecanizadas (nada de leitura, absolutamente nada), o aprendizado se dá por repetição do conteúdo através de programas televisivos, bem como todas as informações (ou desinformações) passadas a população – outra crítica desenvolvida pelo autor na obra: o quanto a televisão tira o interesse pela leitura. Além disso, tudo é muito tecnológico, frio e impessoal. Os poucos livros permitidos são manuais, que foram distorcidos para se adequarem a “verdade” pregada pelo governo.
Esse fato torna as ações das pessoas mecanizada, fria, distante, tudo muito impessoal – não há uma ligação entre as pessoas, apenas atos mecanizados para atender as formalidades da sociedade, o que provoca altos índices de suicídio e de violência entre os jovens. Isso acontece mesmo na relação mãe e filho, que nós temos como uma ligação muito forte e linda.

“- Com ou sem cesariana, filho é uma desgraça; você perdeu o juízo – disse a senhora Phelps.

- Meus filhos ficam na escola nove dias seguidos e depois eles têm um dia de folga. Eu os aguento em casa três dias por mês; não é nada de mais. A gente põe as crianças no ‘salão’ e liga o interruptor. É como lavar roupa: é só enfiar as roupas sujas na máquina e fechar a tampa. – A senhora Bowles riu. – Para elas tanto faz me dar um chute ou um beijo. Graças a Deus, eu também sei chutar!”

O livro é bem curtinho, na edição que lia possui 216 páginas, mas é um livro MUITO denso, eu lia um pedaço, o que me levava a inúmeras reflexões. SUPER RECOMENDO.

CURIOSIDADES

O número 451 é a temperatura em graus Fahrenheit da queima do papel (que equivale a 233º Celsius), provocada pelos bombeiros, quando encontram livros.
O Sabujo mecânico, robô utilizado pelos bombeiros para localizar suas vitimas, foi inspirado no Cão de Baskeville (Sherlock Holmes) de Arthur Conan Doyle.
Faber, amigo e mentor de Montag, é o nome de uma fábrica de lápis – Faber Castell. E Montag é o nome de uma fábrica de papel – mentor orienta e influencia o pupilo – o lápis escreve e preenche o papel.

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