segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Viajei com: A Arma Escarlate - Renata Ventura

Olá... tudo bem???
O post de hoje é para falar sobre o livro A Arma Escarlate de Renata Ventura. O livro foi lançado em 2011 pela editora Novo Século, e é o primeiro livro de uma série, sendo que o segundo volume já foi lançado em 2014, com o título A Comissão Chapeleira.



SINOPSE: O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar descobrindo o quanto de bandido há dentro dele mesmo.

A obra surgiu a partir de uma entrevista concedida pela J. K. Rowling, onde ela dá liberdade para que outros escritores escrevam sobre as escolas de magia espalhadas pelo mundo. Renata sendo Potterhead de carteirinha resolve escrever sobre uma das escolas de magia brasileira, sim, uma das... Segundo a Renata Ventura, no Brasil teríamos 5 escolas, uma em cada região. Ela cita Harry Potter muita vezes durante a narrativa, mas sempre de forma indireta.
O livro tem vários pontos positivos e vários pontos que me incomodaram MUITO, mais MUITO mesmo. Eu não vou me referir sobre a ambientação da história, que é a vida em uma comunidade ainda dominada pelo tráfico, pois eu não conheço, já que a minha realidade sempre foi a de uma cidade do interior do interior do Brasil, onde a busca pelo ouro e a pecuária sempre predominaram. Chega de enrolação e vamos aos pontos positivos e aos que me incomodaram.

PONTOS POSITIVOS
  
·       É muito interessante como a autora consegue usar esse universo mágico para tratar de VÁRIOS problemas brasileiros: corrupção, desigualdade social, preconceito, e principalmente – problemas relativos ao sistema educacional.
·       Como no Brasil há uma cultura religiosa muito forte o tema não poderia ficar de fora, sendo o respeito às diferenças um tema presente na obra, bem como o autocontrole, principalmente quando se tem um grande poder e habilidade.
·       E há uma forte critica a importação cultural desenfreada e sem nenhum filtro ou analise.
·       A escrita da autora é boa, é fluída e os acontecimentos nos prende a atenção.


PONTOS NEGATIVOS
  
·       O Hugo é um PORRE, arrogante, mimizento, egoísta, adora o papel de vitima, mesmo quando sabe que está errado, e principalmente magoa por magoar e em vários pontos da narrativa quis dar uns sopapos nele. Vou colocar como ponto negativo, mas tenho a esperança que ele irá amadurecer durante a série.
·       Os adultos são muito irresponsáveis, muito mesmo.
·       E ficaram várias pontos soltas, mistérios não resolvidos, mas creio que ser esclarecidos nos próximos volumes.
·       Não consegui sentir empatia pelos personagens, com exceção do Capí, ou Ítalo.



Eu levantei pontos negativos, mas isso não quer dizer que eu ODIEI o livro, pois não é verdade, pois ele trás muitos pontos interessantes e reflexivos. Também não quer que você se incomode com os pontos que eu levantei ou gostará dos pontos positivos que eu elenquei. Para finalizar, se você tem vontade de ler a série, leia e tire suas próprias conclusões.
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