segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Viajei com: Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley


Tudo bem com vocês??? No post de hoje quero comentar um pouco sobre o livro Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley, um romance distópico escrito e publicado em 1932.

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Como é comum no gênero de distopia, não nós é explicado de cara como funciona esse novo mundo ou o que levou as circunstâncias atuais. Isso ocorre aos poucos.
No futuro vislumbrado pelo autor as pessoas são geradas em indústrias, educadas pelo estado, tudo de forma mecanizada, e ao longo desse processo elas são pré-condicionadas a cumprirem certo papel na sociedade, a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, serem FELIZES e satisfeitas com a vida e com a sociedade.
Mas tudo isso é conseguido com base na manipulação dessa sociedade, tanto biologicamente, quanto psicologicamente falando: do embrião, no processo de “gestação”, com o controle da quantidade de oxigênio e nutrientes que ele recebe; da criança, com frases repetidas no ouvido, durante o sono; e dos adultos através de droga e satisfação sexual.
Nem imagino o rebuliço que esse livro deve ter causado na época, pois nesse mundo, quanto mais parceiros sexuais, quanto menos apego sentimental a uma pessoa tiver, mais normal ela é, não havendo família, casamento, nada que seja duradouro ou estável. O que nós faz repensar o que seria “normal”, o que seria “comum”, e o quanto esses conceitos influenciam na nossa percepção das situações.
Nesse mundo a sociedade é organizada por castas, que por sua vez são subdivididas. Os indivíduos de algumas castas são gerados por um processo chamado Bokanovsky, onde são gerados vários embriões gêmeos idênticos (provenientes da fecundação de um mesmo óvulo e um mesmo espermatozoide, divididos várias vezes).

Castas
Cores
Jornais
Processo
Bokanovsky
Alfa
Cinza
Rádio Horário
Não
Beta
Amora
Rádio Horário
Não
Gama
Verde
Gazeta dos Gamas
Sim
Delta
Cáqui
Espelho dos Deltas
Sim
Ípsilon
Preto
-
Sim

Caso uma pessoa comece a questionar demais a situação, a se sentir insatisfeito com algo, isso não é problema, é só tomar a dose diário de soma, a droga da felicidade, que é distribuída pelo governo, e faz com que a pessoa se sinta relaxada, feliz e sem efeitos colaterais fortes, apena sonolência.
Mas nem todas pessoas desse Admirável Mundo Novo sem encaixam nessa sociedade “perfeita”, Bernard nosso “protagonista”, um alfa mais, é um dele, ele questiona a objetificação das pessoas, mecanização de tudo, se recusa a tomar o soma, mas tenta manter as aparências, apesar de sua infelicidade. Além disso, nem todos os humanos vivem no admirável mundo novo, os chamados “selvagens” vivem de uma forma parecida como a nossa.
E é quando Bernard encontra com John, um selvagem, que toda a história se desenrola. Gostei muito do livro, mas a parte final poderia ser mais bem desenvolvida, mais explorada. A conclusão foi muito abrupta. Mas vale muito a pena e leitura.

Então é isso, espero que vocês tenham gostado. Beijos e até a próxima.

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