segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Viajei com: A Náusea - Jean-Paul Sartre - #19 (143 Melhores Livros)



Tudo bem com vocês??? No post de hoje iremos conversar sobre o livro “A Náusea” de Jean-Paul Sartre, que foi publicado originalmente em 1938, li na edição de bolso da editora Nova Fronteira com tradução de Rita Braga.



Sinopse: “A Náusea”, romance de 1938, marcado pelo existencialismo, é considerado pela crítica o mais perfeito livro de Jean-Paul Sartre. A obra salienta a crise do homem moderno perante o vazio do cotidiano. O personagem Antoine Roquentin é o símbolo de uma geração que descobre a ausência de sentido da vida e tem de lidar com todos os desdobramentos que essa experiência pode suscitar. Suas reflexões, narradas em forma de diário, versam sobre o significado da existência e atingem seu ponto máximo quando o estado de perturbadora contemplação enfim ganha um nome: “A Náusea”.



O livro é escrito na forma de diário. O protagonista é o historiador Antoine Roquentin, que está vivendo na pacata e monótona cidade de Bouville (cidade fictícia). O motivo da mudança para tal cidade é coletar informações e escrever uma biografia o marquês de Rollebon, uma figura pitoresca da França que vivera no século XVIII.
Antes de começar a leitura do livro é interessante, até necessário, um conhecimento prévio da filosofia de Sartre e dos filósofos existencialista, pois esse é um romance filosófico e Sartre irá desenvolver aqui seu conceito filosófico de que “a existência precede a essência”, que irá ser mais desenvolvido no livro “O Ser e o Nada” de 1943, em resumo: o ser humano não nasce ser humano, se torna humano. Ou seja temos a liberdade de escolher o que faremos da nossa vida.





É muito interessante e nos leva a vários questionamentos: sobre a nossa responsabilidade em relação as futuras gerações e sobre nossa própria vida. Isso me lembrou muito a frase de Simone de Beauvoir, que foi companheira de Sartre:

Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino”.

BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.



Essa foi uma leitura difícil, apesar de ser um livro curto demandou muito tempo, acabei tendo de reler vários trechos, e como meu conhecimento filosófico é bastante parco, tenho absoluta certeza que deixei passar muita coisa. O que ajudou muito foram as vídeos-aulas sobre o tema, foi muito enriquecedor e ajudou a compreender um pouco a obra.
Provavelmente terei de fazer uma segunda leitura, após uma boa estudada sobre a filosofia existencialista, mas não por agora. Então é isso, espero que vocês tenham gostado, beijos e até a próxima.

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