quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Viajei com: Cidades Mortas - Monteiro Lobato.




Cidades Mortas faz parte daquela lista “Fui obrigada a ler para a escola e AMEI”. O livro é composto por 30 contos, que mostram a decadência do Vale do Paraíba com a queda do ciclo do café. O livro foi publicado originalmente com o subtítulo "Contos e Impressões" em 1919, e reunia trabalhos bastante antigos, alguns do tempo de estudante de Lobato. Em edições subsequentes, novos textos acrescentaram-se à obra. Os contos do livro são:

"Cidades mortas"
"A vida em Oblivion"
"Os perturbadores do silêncio"
"Vidinha ociosa"
"Cavalinhos"
"Noite de São João"
"O pito do reverendo"
"Pedro Pichorra"
"Cabelos compridos"
"O resto de onça"
"Por que Lopes se casou"
"Júri na roça"
"Gens Ennyyeux"
"O fígado indiscreto"
"O plágio”
"O romance do Chopin"
"O luzeiro agrícola"
"A cruz de ouro"
"De como quebrei a cabeça à mulher do Melo"
"O espião alemão"
"Café café"
"Toque outra"
"Um homem de consciência"
"Anta que berra"
"O avô de Crispim"
"Era no paraíso"
"Um homem honesto"
"O rapto"
"A nuvem de gafanhotos"
"Tragédia de um capão de pintos".


Nessa obra Monteiro Lobato apresenta toda sua “irreverência” e seu grande senso crítico. Lobato faz críticas, de forma cômica e bem-humorada, ao governo e seus ministérios, e mostra que apesar do tempo que se passou, a situação do Brasil continua a mesma. Usando como pano de fundo o decadente Vale do Paraíba, Monteiro retrata a desolação provocada pela crise do café. Livro maravilhoso, que me rendeu boas risadas e reflexões; recomendo muitíssimo.


“O velho Torquato dá relevo ao que conta à força de imagens engraçadas ou apólogos. Ontem explicava o mal da nossa raça: preguiça de pensar. E restringindo o asserto à classe agrícola... ‘Ou você pensam meia hora naquele papel ou botam abaixo aquela mata’, daí cinco minutos cento e um machados pipocavam nas perobas!” (LOBATO, 2004, pág. 33).


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