segunda-feira, 6 de abril de 2015

Viajei com: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak PLM #3

Olá, o post de hoje será sobre o 3º livro do Projeto Lendo o Mundo (PLM) – o primeiro foi As Aventuras de Pi de Yann Martel (Canadá) e o segundo foi Os Miseráveis de Victor Hugo (França). O país da vez é a Austrália representada por Markus Zusak com o livro A Menina que Roubava Livros. Publicado em 2005 com o título de The Book Thief, foi lançado no Brasil em 2007 como A Menina que Roubava Livros pela Intrínseca.



A história tem como pano de fundo o período pré II Segunda Guerra até o pós II Segunda Guerra Mundial. Podemos dizer que o narrador ou a narradora (como preferir) é muito peculiar, já que é ninguém menos que a própria Morte... Sim o livro é narrado pela Morte em pessoa (será que posso usar esse termo?????) – I don’t know...
A linguagem é simples e as interpretações dos acontecimento também, pois a história, embora narrada pela Morte, é contada com base no diário da protagonista,  Liesel Meminger, uma garota de 9 anos, que muitas vezes não entende o que está acontecendo.
Liesel e o irmão estão sendo levada pela mãe, que está sendo perseguida pelo Füher (Hitler) por ser comunista, para um lar adotivo alemão. Mas durante a viagem, a Morte tem seu primeiro encontro com a menina que roubava livros (como ela costuma chamar Liesel), quando ela vem buscar o irmão da menina, não é spoiler, isso ocorre logo nas primeiras páginas.
A Morte, enquanto leva a alma do irmão, presencia o primeiro roubo da garota, o coveiro presente deixou um livro, O manual do coveiro, cair na neve, que é levado pela garota até a cidade de Molching onde mora sua família adotiva (Hans e Rosa Hubermann) na Rua Himmel (Paraíso em alemão).
Embora não saiba ler, nem escrever, a garota se apega muito ao livro, pois ele lhe trás lembranças do irmão. E é aí que entra Hans, que ensina a menina a ler, e dessa forma eles criam um grande vínculo.
Ao longo do tempo Liesel faz amizade com Rudy, um dos filhos dos vizinhos, os Steiner, e com a mulher do prefeito Ilsa Hermann, embora ela só perceba o tamanho dessa amizade no fim da história, além é claro de ter roubado alguns livros.
A certa altura, os Hubermann abrigam Max, um judeu fugitivo, no porão de casa, que se torna um grande amigo de Liesel.
No Skoob o livro consta 11.618 abandonos, e a grande reclamação que vejo dessas pessoas é: a morte dá muitos spoilers; o livro é muito parado. O que tenho a dizer é:

* Sim, a Morte dá muitos spoilers, mas o interessante é ver como as coisas aconteceram, e não o que aconteceu em si. E logo no primeiro parágrafo recebemos um spoiler:



* Se você procura um livro que fale sobre a II Segunda Guerra Mundial, abordando bombardeios, batalhas, sangue, destroços – ESQUECE; essas coisas aparecem no livro, mas não como base da narrativa, e sim como algo inevitável em um período de guerra. A obra aborda a amizade, sem esquecer “das palavras" e do poder que elas carregam, mas o foco do livro é o próprio ser humano, em sua complexidade, um ser multifacetado, nas palavras da própria narradora:

"O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A conseqüência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiúra e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles tem uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer"

"Uma última nota de sua narradora: Os seres humanos me assombram."

O livro foi adaptado para o cinema em 2013, e acabei assistindo ao filme primeiro, e gostei muito, apesar das diferenças, ele conseguiu captar a essência história, que sendo narrada por quem é e do tema narrado consegue ser bela e singela ao mesmo tempo em que é triste e grandiosa. Espero que tenham gostado.
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