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Viajei com: Noites das mil e uma noites - Naguib Mafouz - PLM #27


Tudo bem? No post de hoje iremos conversar sobre o livro “Noites das mil e uma noites” do autor egípcio Naguib Mafouz. O livro foi publicado originalmente em 1979. Li na edição da editora Companhia das Letras, com tradução de Georges Fayes Khouri e Neuza Neif Nabhan.



Sinopse: “Inspirado no clássico ‘As mil e uma noites’, o escritor egípcio Naguib Mahfouz utiliza os personagens e a atmosfera mágica da obra-prima da literatura árabe para criar uma fábula moderna.
A ação se desenrola na Idade Média, numa cidade islâmica indeterminada. Mas o leitor ocidental de hoje terá a surpresa de deparar com elementos de seu cotidiano: uma sociedade infestada pela corrupção e pela inquietação social, com um chefe de polícia febrilmente ativo diante das ações clandestinas de seitas religiosas decididas a derrubar o regime. Ao mesmo tempo, tal como em ‘As mil e uma noites’, gênios ainda saem de garrafas abertas por indivíduos ingênuos e transformam suas vidas de muitas maneiras, inclusive para pior.
Neste livro, o talentoso contador de histórias Mahfouz faz uma crítica convincente da sociedade em que viveu - as seitas religiosas que descreve lembram os atuais movimentos fundamentalistas islâmicos -, além de oferecer ao leitor um romance tão encantador e multicolorido quanto a obra que o inspirou.”



Achei incrível como o autor conseguiu unir os personagens de “As mil e uma noites” com novos personagens, e se utilizar deles para fazer várias críticas a sociedade atual, isso tudo sem destoar da obra original, mantendo os elementos fantásticos e a organização em da narrativa em histórias distintas que vão se conectando.
Falando em “As Mil e uma Noites”, assim como demorei a avançar na leitura da obra original, demorei também para ler a obra de Naguib, então não pegue nenhum desses dois livros com a intenção de termina-los rapidamente, aproveite a obra, deguste a leitura, leia, reflita e aprecie a narrativa.
As críticas feitas na obra passam pelo sistema político, pelas diferenças sociais, extremismo religioso (não a religião), a escalada da violência e ao gerador disso tudo: o ser humano.
Então é isso, espero que vocês tenham gostado, beijos e até próxima.

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