segunda-feira, 13 de abril de 2015

Viajei com: A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger

Olá... Hoje irei falar sobre o livro A Mulher do Viajante no Tempo da autora estadunidense Audrey Niffenegger, que foi publicado originalmente em 2003 com o titulo The Time Traveler's Wife, sendo publicado no Brasil em 2009.


Henry DeTamble é um bibliotecário que possui uma inacreditável anomalia genética: ele consegue viajar no tempo, mas o que me chamou a atenção foi que Henry não escolhe quando vai partir, quando irá voltar e para onde vai, o que torna sua vida de certa forma inconstante, e que embora ele possa viajar e rever determinado acontecimento ele não pode muda-los, por mais que tente, o que foge um pouco do tipo de história com viagem no tempo que estou acostumada.
Além disso, quando Henry viaja não pode levar nada a não ser o próprio corpo, nada de dinheiro, roupas ou qualquer outro objeto, então já deu para imaginar as enrascadas que ele se mete, e por mais que as atitudes que ele tem de tomar sejam ilegais, você acaba torcendo por ele, pois a Audrey consegue nos fazer sentir empatia por ele, e não só por ele, mas pelos outros personagens, de forma que torcemos para que tudo de certo, que eles consigam ser feliz, realizar seus sonhos, da mesma forma que torcemos por um amigo.
Vale lembrar que o livro, por motivos óbvios, não tem uma ordem cronológica, o que começou a dar um nó na minha cabeça, mas logo me acostumei, então se você tem problema em acompanhar mudanças no tempo-espaço irá ter dificuldade em acompanhar a narrativa. Mas para facilitar no início de cada capítulo temos uma nota, com a data, e idade de Clare e Henry.


O prólogo é LINDO e dá o tom de como será a história, e no primeiro capítulo temos o primeiro encontro de Henry com Clare Abshire, mas não é o primeiro encontro dela com ele, pois ela já o conhece desde o 6 anos de idade e o viu pela última vez aos 18 anos de idade, pois quando Henry for mais velho visitará Clare quando era criança... Uma situação BIZARRA. 
A história é narrada em primeira pessoa, mas em alguns momentos é Henry que narra, outras é Clare, e em outras os dois dividem a narrativa, o que me agradou muito, pois conseguimos saber o que cada um está sentido naquele momento, como eles encararam aquela situação. E dá para perceber a diferença na narrativa, tanto quando é o Henry ou é a Clare, como quando é a Clare com 16 anos ou a Clare com 32 anos, Audrey conseguiu passar o crescimento, o amadurecimento dos personagens através da narrativa deles.
Devo confessar que a linguagem, a meu ver vulgar, utilizada para se referir tanto aos órgãos como ao ato sexual me incomodou bastante durante a leitura, já que EU, Ana Claudia, considero esse tipo de linguagem depreciativa e desnecessária (digo a linguagem, não as cenas), pois estamos falando do nosso corpo, e sempre digo aos meus alunos que não devemos ter vergonha do nosso corpo, mas ter respeito por ele é fundamental. Como professora de Ciências isso me incomodou MUITO, pois estou acostumada a falar sobre o assunto, em especial com os alunos do 8º ano, embora de forma aberta, com uma linguagem mais “polida”, pode parecer frescura, fazer o que...
O livro foi adaptado para o cinema em 2009 com Eric Bana e Rachel MacAdams, e não sei por que motivo teve o titulo traduzido para o Brasil como Te amarei para sempre... e foi através do filme que conheci a história.


Audrey Niffenegger escreveu a história como uma forma de superar o fim de um relacionamento que ela estava enfrentando. A história central, a relação entre as personagens principais, veio de repente à autora e logo se tornou o título da história. O romance, que foi classificado tanto como ficção científica como romance e drama.
Estão fica a dica de um livro com uma história linda, uma ótima narrativa, que irá agradar quem gosta de ficção científica, romance e drama.
Para finalizar a sinopse que veio na contracapa, que achei muito interessante: “Um dos grandes sucessos literários da última década nos Estados Unidos, o romance de estreia de Audrey Niffenegger é a história de um casal que enfrenta um problema inusitado. Henry DeTamble tem uma rara condição genética: quando sofre o efeito de uma forte emoção, ele é transportado instantaneamente para o passado ou o futuro. De vez em quando, Clare Abshire, sua esposa, se vê sozinha esperando pelo seu retorno, tal qual a Penélope da mitologia grega. No entanto, onde poderia haver apenas saudade, solidão e estresse emocional, eles percebem a dádiva de poder renovar constantemente seu vínculo, olhando um para o outro sob diferentes prismas. Transportando-se aos sobressaltos para a infância, a adolescência e a juventude de Clare, Henry aos poucos desvenda a mulher que ama. E ela, através da força das mudanças de perspectiva, percebe que, de qualquer ângulo, ele é responsável por alguns dos momentos mais especiais de sua vida”.

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2 comentários:

  1. Resenha muito completa, amei!
    Eu assisti esse filme e ele é MUITO LINDOOOOOOOOO ♥

    http://www.literalinda.com.br/

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    1. Obrigada... Também amei o filme... e acredite o livro é melhor <3

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