segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Viajei com: O Crime do Padre Amaro - Eça de Queirós


O Crime do Padre Amaro – Eça de Queirós, foi lançado em 1875, sendo o primeiro romance do autor e uma das primeiras obras do movimento realismo-naturalismo português (caso queira saber mais sobre esse movimento literário e artístico clique aqui). Por se tratar de uma obra do século 19 e Portuguesa, há alguns termos que podem causar estranhamento, mas nada que o tio Google ou um velho e bom dicionário não resolvam.
Em 2005, quando cursava o 2º Ano do Ensino Médio, fui obrigada a ler este livro para a aula de Português, e quando a professora informou a sala do trabalho sobre a obra logo pensei “Lá vem livro chato!”, mas sou obrigada a confessar que quebrei a cara legal, pois gostei muito. E recentemente me bateu aquela vontade de relê-lo e não passei vontade, corri na estante do meu padrasto para pegar emprestado.
Sobre a obra: é narrada em 3º pessoa e com narrador onisciente, apesar de não ser de forma alguma imparcial. Utilizando de muita ironia, o autor, faz duras críticas ao clero e a sua influência na politica, assim como na sociedade de forma geral, as criticas são feitas através de vários personagens, incluído o narrador, que durante a narrativa não deixa de dar as suas “alfinetadas”. Além das criticas ao clero, há também criticas em relação ao Estado e a Família.
O livro nos conta a história de Amaro, filho dos empregados da Marquesa de Alegros, que após a morte dos pais do garoto, passa a cuidar dele, e acaba por fazê-lo padre, lhe impondo esse caminho, sem se importar com os interesses de Amaro.
Após terminar o seminário, Amaro se torna pároco em uma pequena província do interior, mas se valendo da influência da filha da Marquesa, a Condessa de Ribamar, ele consegue transferência para Leiria, sede do bispado.
Com a ajuda de seu antigo professor do seminário, Cônego Dias, Amaro se instala de aluguel em casa de Dona Joaneira, uma senhora que mora com a filha Amélia, na Rua das Misericórdias, que acaba por se tornar ponto de encontro das religiosas da cidade.
Após pouco tempo, Amaro e a menina Amélia começam a se interessar um pelo outro, e toda a trama gira em torno do envolvimento amoroso dos dois. E sem mais para não dar nenhum spoiler.
O que pude notar é que em momento algum o narrador mostra interesse em nos causar empatia com nenhum personagem, muito pelo contrário, como já havia dito (em post anterior), o meu desejo era socar alguns deles, muitas vezes eu tive de fechar o livro e praguejar, e muito, um ou outro personagem para depois retomar a leitura.
Apesar da raiva que fiquei de alguns personagens, gostei e muito da obra e fica a dica. Mas não vá esperando algo como “viverão felizes para sempre no país dos arco-íris”, ou um final “lindo e cor-de-rosa”, e sim algo mais real (daí o nome do movimento – Realismo).
Espero que tenham gostado.
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