quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Viajei com: Morte de Tinta - Cornelia Funke

Olá. Hoje teremos a resenha do último livro da FAN-TÁS-TI-CA trilogia Mundo de Tinta da Cornelia Funke, o nome do livro é Morte de Tinta.


Por ser o último de uma trilogia fica praticamente impossível não dar spoiler dos livros anteriores - então fica avisado: TERÁ SPOILER de Coração de Tinta e Sangue de Tinta.




No final de Sangue de Tinta a autora deixa um super gancho para a história de Morte de Tinta, coisa que ela não havia feito em Coração de TintaVamos nos situar na história: no finalzinho de Sangue de Tinta Farid, inconsolável com a morte de Dedo Empoeirado, convence Meggie a ler Orfeu para dentro de Coração de Tinta, para tentar traze-lo de volta, já que Fenoglio se recusa a escrever.
Orfeu logo se restabelece do susto e da euforia de ter finalmente conseguido entrar no Mundo de Tinta e começa a aprontar (OH criatura desprezível – acho que nunca fiquei com tanta raiva de um personagem como fiquei de Orfeu, bom tem a Umbridge – para você verem o naipe da criatura).
Mo consegue se recuperar do ferimento causado por Mortola e assume o papel de Gaio, um ladrão e justiceiro criado por Fenoglio e que foi baseado no próprio Mo, o que não agrada nada Cabeça de Víbora. Que captura Mo, e o obriga a encadernar um livro que o torna imortal. Bom é nesse pé que encontramos os personagens em Morte de Tinta.
O livro começa com Elionor super deprimida por ter sido deixada sozinha no nosso mundo com Darius, pois Fenoglio, Meggie, Farid, Dedo Empoirado, Mo, Ressa e Orfeu estão no Mundo de Tinta. Darius cansado das reclamações e acessos de raiva de Elionor decide tentar leva-los para dentro do livro e consegue. Ou seja: TODO MUNDO está dentro do livro.
Os grandes dilemas da história são: como Mo tornará Cabeça de Víbora mortal novamente? Como a história reagirá a tanta interferência (por que Orfeu e Fenoglio escrevem tentando cada um altera-la a sua maneira, um monte de personagens novos entrando no livro), mas a história vem dando sinais que quer tomar os próprios rumos e não os ditados por seu autor, Fenoglio, ou por Orfeu e suas intromissões.


Passei sete anos no Mundo de Tinta, embora originalmente pretendesse escrever um único livro! Mas a história quis que fosse diferente. Mais uma lição que aprendi com os Livros de Tinta: as histórias têm vontade própria, e escrevinhadores como Fenoglio e eu apenas transcrevemos o que elas nos ditam.
Cornelia Funke - Mundo de Tinta: Contos


Sobre o meu comentário na resenha anterior sobre a paixonite de Meggie e Farid – não foram as minhas partes favoritas, mas foram de extrema importância para o caminhar da história: por gostar de Farid, Meggie os levou para o Mundo de Tinta e também por Farid, ao ver seu desespero pela morte de Dedo Empoeirado, foi que ela trouxe o asqueroso Cabeça-de-queijo (Orfeu) para o Mundo de Tinta, o que só complicou mais a situação de Mo e de todos. Em algumas parte bate um desespero: O QUE VAI ACONTECER? Como ele vai resolver isso? E as saídas encontradas pela autora, na minha opinião, são fantásticas. 
No final do ano de 2013 a autora lançou um spin-off chamado Mundo de Tinta – Contos (para baixa-lo clique aqui), que trás 3 contos que se passam depois de Morte de Tinta. Bom, acho que já dei MUITO spoiler. Espero que tenha gostado e LEIAM essa trilogia, vale muito a pena.

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